Vivemos uma era em que a digitalização avança em ritmo acelerado. Sistemas em nuvem, inteligência artificial e internet das coisas estão cada vez mais integrados à rotina das empresas. Mas, segundo a Cisco (2025), apenas 5% das organizações brasileiras alcançaram um nível considerado maduro de preparo contra ataques cibernéticos. Isso revela um descompasso preocupante entre a velocidade da transformação digital e a capacidade de proteção das corporações.
Mesmo com mais visibilidade e investimento em segurança, o país ainda convive com vulnerabilidades críticas. E quem paga o preço por elas não é apenas a área de TI, mas também a reputação, a confiança e o próprio negócio.
De acordo com a Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), o Brasil deve movimentar cerca de R$ 104,6 bilhões entre 2025 e 2028 em soluções de segurança digital, um crescimento acumulado de aproximadamente 43,8% no período. Apesar desse avanço, a entidade alerta que o país enfrenta escassez de profissionais qualificados e um ambiente tecnológico cada vez mais complexo, o que aumenta o risco de ataques e fraudes digitais (Brasscom, 2025).
O relatório da Cisco (2025) reforça essa preocupação ao mostrar que 77% das organizações brasileiras enfrentaram incidentes de segurança relacionados à inteligência artificial no último ano. Além disso, 81% das empresas afirmaram que a falta de profissionais especializados é uma barreira significativa para evoluir em maturidade cibernética.
Um levantamento citado pelo portal SEGS (2025), baseado em dados da IBM, apontou que o custo médio de uma violação de dados no Brasil chegou a R$ 7,19 milhões em 2025, um aumento de 6,5% em relação ao ano anterior. Esses números indicam que o crescimento das ameaças está superando a capacidade de resposta das empresas.
Entre os principais fatores que explicam esse cenário estão a integração de sistemas antigos com novas tecnologias, que cria brechas de segurança; o uso descontrolado de inteligência artificial e serviços em nuvem, muitas vezes sem supervisão adequada; e a cultura organizacional frágil em segurança da informação. De acordo com a Cisco, cresce o fenômeno conhecido como shadow AI, ou seja, o uso de ferramentas de inteligência artificial dentro das empresas sem aprovação ou controle do setor de TI, o que expõe dados sensíveis e processos internos a riscos invisíveis.
Esses problemas não se limitam ao impacto técnico. Segundo a PwC Brasil (2025), 64% das organizações brasileiras reconhecem que a confiança do consumidor e a lealdade à marca estão diretamente ligadas à postura de segurança digital da empresa. Ou seja, a cibersegurança deixou de ser apenas uma responsabilidade tecnológica e passou a ser um fator determinante na competitividade do negócio.
A mensagem é clara: não basta ter segurança, é preciso ter resiliência. A proteção digital deve estar integrada à estratégia da empresa, e não restrita à infraestrutura de TI. Para as organizações brasileiras, isso significa investir em monitoramento contínuo, governança de dados e capacitação de equipes, conforme recomendam a Cisco e a Brasscom. É essencial que a segurança acompanhe o ritmo da inovação e que as práticas de proteção sejam incorporadas à cultura organizacional.
O Brasil, segundo a Brasscom, já figura entre os países mais avançados da América Latina em políticas de cibersegurança e ocupa posição de destaque no ranking da União Internacional de Telecomunicações (UIT). No entanto, manter essa posição exige ação imediata, planejamento e comprometimento. Na VL Segurança Digital, acreditamos que a cibersegurança é um investimento estratégico. Nossa missão é ajudar empresas a protegerem seus dados, reputação e clientes, fortalecendo a confiança no ambiente digital, hoje e no futuro.
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